5 de Março de 2011
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LOCAL: Auditório do Clube Literário do Porto – Rua da Alfândega, 22 – Porto
DATA do ENCONTRO: Dia 5 de Março 2011 | Sábado | das 17h00 às 19h30
Este evento «CORPO…traço.verde» é um Encontro sobre o CORPOtraçoCORPO e o traço.verde – a 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de Alice Valente
- Neste Encontro, a autora, Alice Valente Alves, fará a apresentação do CORPOtraçoCORPO através da projecção das 72 obras em díptico nas 8 das nove cores do projecto, realizadas e apresentadas até ao momento. De seguida irá falar sobre a cor e as 9 obras do traço.verde que estiveram expostas em 2010 no edifício da Estação Biológica do Garducho.
- E contamos com a presença de Bernardino Guimarães, jornalista e activista ambiental que se pronunciará sobre a importância do verde e a humanização.
- No final, será aberto o diálogo com todos os presentes.
O “traço:verde” – 8ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de Alice Valente … firma-se na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.
O “traço:verde” composto por 9 obras em díptico foi inaugurado e apresentado na Estação Biológica do Garducho em Outubro de 2010 [...mais]
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O projecto ( work in progress ) de Alice Valente parte ele também da vivência da cor, mas dum modo não limitado a uma experiência social e humana no tempo. Não me parece sequer que haja uma técnica que se estende a toda…s as cores escolhidas e representadas; julgo que se pode dizer que cada uma delas resulta (resultou) de sensações e sentimentos que conduzem à cor, e esta à forma e à textura. Comum a todas elas é talvez o predomínio do orgânico, não exactamente como forma de um conteúdo (pois os conteúdos formalizados nunca serviram outra coisa senão as diversas técnicas), mas como padrão. E porque neste projecto a própria escolha das cores (vermelho, castanho-terra, cor de pele, agridoce do laranja-lima) assim está orientada.
Alice Valente não usa de resto nenhuma das simbologias já estabelecidas das cores, antes cria um sistema de sentir a presença da cor no mundo (à maneira de Rimbaud nas “Vogais”). Pelo modo como incorpora o mundo, a sua luz e a sua sombra, talvez se aproxime, mas sem a menor observância rígida, das fases alquímicas: o acre, o doce, o amargo, o cálido, e depois a conjugação (o amor), a própria linguagem.
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ALBERTO PIMENTA
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Entrevemos em “CORPOtraçoCORPO” – onde é possível, agora, imaginar sequências, linhas trans-históricas de criação, devires, – uma fenomenologia do corpo, como incorporação do sentir. Podemos re-descobrir, na sua matriz (noo-plano), um corpo-próprio simultâneamente requisitado e transferido: um todo (in)objectivo que se exterioriza de acordo com a consistência e concreção “física” ou “material”. Há algo de iluminação e revelação nesta arte – do percepto e do afecto – onde o corpo – enquanto tema recorrente – é-nos fenomenologicamente dado como imanência subjectiva e como exterioridade. Esta pintura biface evidencia-se assim, estruturalmente, numa assinatura-mundo, numa ficção do corpo, numa prática da cor eloquente (que se revela afirmativa, energética). A ninguém passa despercebido o impacte das cores escolhidas e representadas: um excedente.
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ALEXANDRE TEIXEIRA MENDES
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IMAGENS:
Obra 70-«enérgico» – Exposiçãona Sala da Nora - Janeiro 2011 |
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